Vivendo uma “Vida Boa de Pai”

Quando penso em paternidade penso logo em “vida boa”. É isso mesmo… Vida boa! Ao contrário de muitos amigos e pais que conheço o termo “vida boa” se encaixa perfeitamente para mim nessa jornada chamada paternidade.

O que seria ter uma vida boa? Essa é uma resposta difícil de se alinhar, até porque a sua resposta vai estar bastante condicionada aos seus filtros que foram sendo formados desde muito tempo atrás. Pois é, mas o caso é que para a maioria de nós ter uma vida boa vai estar relacionado diretamente com dinheiro, lazer, comida e sexo. Mas penso que ter uma vida boa é viver esse período de tempo que vamos perambular com os pés aqui no chão, vivendo intensamente tudo aquilo que esse período nos proporcionar. Carpe diem!

E agora outra pergunta: como viver intensamente essa vida sem vivê-la com outros e pelos outros? E aqui a coisa vai ficando um pouco mais profunda do que apenas amizade, apesar que ter amigos é fundamental para a “vida boa” que estou falando, mas é um dos pontos, não o ponto principal. E aí vem eles… Para nós homens a intensidade da vida aumenta quando conhecemos ela, a mulher da nossa vida, que dizem os especialistas, será a dona do nosso coração mesmo após os dois primeiros anos de casamento (período onde a paixão está presente). Depois chega a vez do amor andar sozinho entre os dois. Mas ele por si só se basta! E só mesmo pelo amor é que conseguiremos viver intensamente e continuar a chamar de “vida boa” tudo isso.

Depois dela, chegam eles… os filhos! E eu espero sinceramente que você possa ter filhos e não apenas um filho ou filha. Mas isso a gente deixa para outro papo. Ah… eles chegaram e a vida vai ficando então mais intensa de tudo. Não tem homem, por mais durão que seja, que não encha os olhos de água e o coração de alegria quando vê pela primeira vez o seu filho ou filha ali na maternidade. Como descrever esse momento? Só vivendo e vivendo intensamente!

Família é um grato desafio! Ainda do tempo que vivíamos em Portugal. Imagem fonte: arquivo pessoal.

Família é um grato desafio! Ainda do tempo que vivíamos em Portugal. Imagem fonte: arquivo pessoal.

Quando penso no termo “Vida Boa de Pai” não penso iludido de que a paternidade envolve apenas bons momentos. Em sua totalidade vivemos mais com o coração na mão do que dentro do peito! Mas ele vem da inspiração do ‘todo’, de que ser pai é muito bom em todos os sentidos! E que não são os momentos ruins ou os desafios que parecem invencíveis que nos fará desanimar nessa “missão”! Para nós homens a intensidade aumenta junto com as preocupações do dia a dia e das responsabilidades que se acumulam sobre nós. E meu amigo, você pode me chamar de louco, mas isso é o que chamo de “Vida Boa de Pai”!

O pai tem o poder de moldar o caráter de seus filhos. E assim esses cidadãos “moldados” causam impactos, sejam eles positivos ou negativos, em sua geração. Vivemos uma realidade desafiadora para nós homens (pais), pois liderar uma família em meio ao caos reinante na sociedade atual, para muitos tem sido como nadar incessantemente sem encontrar uma praia sequer para descansar os braços cansados.

Em uma sociedade globalizada e repleta de desafios contemporâneos, precisamos exercer a arte do diálogo e da troca de experiências entre nós (os pais). O médico, cientista e escritor Augusto Cury afirma:

Nossas crianças e adolescentes estão sendo saturadas de informação. Uma criança de sete anos tem mais informação do que um Imperador Romano tinha no auge de Roma.

Isso é aterrador!

Para o também médico Içami Tiba os filhos são como navios. E eles foram feitos para singrar os mares e a maior segurança para os navios está no porto. Quando começamos a identificar navios sem rumo, deficientes e sem noção de papel e de propósito, só podemos entender que estamos em uma época de poucos e capacitados portos para eles. Os desafios dos mares são enormes, não podemos como pais terceirizar o nosso papel ou simplesmente sermos omissos nessa jornada.

Pesquisadores da Universidade de Connecticut (EUA) estudaram o poder da rejeição e esse novo estudo sugere que a figura paterna na infância pode ser mais importante para a criança do que a materna! Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai. Muito revelador e um chamado para ação amigos.

Não terceirize o seu papel, não seja omisso nessa jornada!

Arregace as mangas e seja um pai presente! Um pai que ama, que cuida, que participa, que corrige, que ensina, que disciplina, que brinca, que dá visão, direção e segurança. Deixe eles navegarem, mas seja sempre o porto que os seus filhos precisam!

Para finalizar, deixo vocês com um poema do Içami Tiba…

Felicidade

“Os pais podem dar alegria e satisfação a um filho,
Mas não há como lhe dar felicidade.
Os pais podem aliviar sofrimentos enchendo-o de presentes,
mas não há como lhe comprar felicidade.
Os pais podem ser muito bem-sucedidos e felizes,
mas não há como lhe emprestar felicidade.
Mas os pais podem aos filhos
Dar muito amor, carinho, respeito,
Ensinar tolerância, solidariedade e cidadania,
Exigir reciprocidade, disciplina e religiosidade,
Reforçar a ética e a preservação da Terra.
Pois é de tudo isso que compõe a auto-estima.
É sobre a auto-estima que repousa a alma,
E é nessa paz que reside a felicidade.”

Abraço fraterno!

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