Um relato pós-parto mais que especial

Aquele privilégio de acompanhar por aqui essa jornada do nascimento do terceiro filho dessa linda família. O Téo nasceu de uma forma muito especial, de uma forma muito esperada e acima de tudo, de uma forma muito natural. Confira AQUI! O relato pós-parto aqui do paizão Pedro só confirma isso tudo.


O fato

Diante do que vivenciamos, fiquei pensando como que algo que era para ser comum se torna matéria, espanto, e susto. Vivemos um momento de tanta inautenticidade, de plasticidade, em nossas ações, atos, e relacionamento, que o natural é celebrado como algo extraordinário. A forma como Deus fez a anatomia da mulher, e todo seu processo fisiológico para que o bebê nascesse hoje é esquecido, e o Homem na utopia racionalista moderna se coloca no centro da existência, com intuito de controlar tudo e todos a partir da razão e da tecnologia.

É óbvio que esse discurso, extremista, e quase que religioso, de uma vida completamente natural, distante das tecnologias, como se ela em si fosse o maior problema da humanidade é uma falácia. Só chegamos até aqui e temos o que temos por conta da tecnologia, fomos atendidos pelo nosso médico que utilizou de tecnologias para realizar os primeiros procedimentos, enfim hoje usufruímos dela e é inegável nossa dependência.

O problema

O problema está em saber quando se torna necessário a intervenção humana numa situação que deveria ser natural, bem como a forma violenta, abusiva, e controladora que queremos ter sobre situações incontroláveis. Esperamos o Téo querer nascer, esperamos o corpo da Lorrayne colocá-lo no mundo, esperamos Deus chamá-lo a existência!

O que podemos dizer diante de tudo isso é que nós de fato não temos o controle sobre todas as cosias na Vida, nem tudo sai como nós queremos e planejamos.

Estar aberto para as surpresas do cotidiano, é fundamental para se viver uma vida autêntica.

A oração que fizemos antes de sair de casa foi que Deus nos conduzisse no dia que Ele nos deu, e nos desse a graça de viver tudo que Ele tinha para nós. O problema é que oramos, para que a vontade do Pai se estabeleça, mas queremos continuar no controle absoluto da nossa existência.

Se lançar no mistério da fé, não é se lançar no escuro sem sentido e propósito, é antes se envolver numa realidade de mistério tão denso de significado que vai para além da nossa reduzida capacidade de compreensão.

Por fim, queria dizer que não fiz parto nenhum, tenho consciência da mulher que tenho, de como é guerreira, forte, corajosa, uma pequena grande mulher, decidida, e confiante. Mas tenho consciência de que minha participação foi fundamental, importante em todo o processo, mas que a mulher vivencia tudo isso de forma muito particular e única de fato. Mas também temos, digo “temos”, porque é o que pensamos, consciência que não foi ela que fez o parto. Ué como assim?

Uma outra visão

Nós temos outra forma de enxergar a realidade e encarar a nossa relação e o casamento. Para nós casamento é uma aliança, não um contrato, muito menos uma escolha afetiva.

Estar casado é representar algo maior que nós, uma aliança do Deus com toda a humanidade, estabelecida por sangue, na cruz! Quando nos unimos nos tornamos uma só carne, não existe mais o Eu, e sim o Nós. Vivenciamos uma unidade em meio a diversidade, nossa individualidade não é anulada, mas não há espaços para individualismo, e disputa. O que vivenciamos foi fruto de uma unidade mística, não um misticismo vazio, mas denso de propósito, aonde cada um dependia do outro, e mais ainda de Deus para que Téo viesse à existência.

Relato pós-parto Vida Boa de Pai

Pedro, Lorrayne e Téo. Imagem fonte: arquivo pessoal do Pedro.

Na contramão de se criticar o controle excessivo do Homem moderno sobre tudo, inclusive o parto, achamos que agora temos autonomia suficiente para afirmar que somos “donos” de nós mesmos. Nós não cremos assim, todo fôlego de vida, todo ar, todas as leis naturais são sustentadas pelo Criador de tudo, aquele que É antes de todas as coisas, a causa não causada.

Portanto NÓS eu, ela, Deus pai, filho e espírito fizeram o parto, o protagonismo não é feminino, nem há méritos em eu ter pegado meu filho, pois é Dádiva Dele. O enredo é maior do que nossas narrativas pessoais. O que vivenciamos foi presente, foi graça, foi amor que não merecemos , foi além muito além do que pedimos ou imaginamos.

Paz e Bem.

Pedro Muniz é pastor, empresário, marido apaixonado e pai babão de 3 filhos!!

Leia mais sobre os sentimentos envolvidos e sobre esse parto em casa feito pelo Pedro Muniz e sua esposa nesta sequência: primeiro AQUI, segundo AQUI e finalmente AQUI. Vale muito a pena!

Faça como o Pedro, junte-se a nós na comunidade #vidaboadepai! Se você tem interesse em compartilhar momentos, inspirar outros pais, contar histórias ou fazer um depoimento, envie então um e-mail para: eutenho@vidaboadepai.com.br. Iremos ler, responder e se você quiser, contar a sua história aqui no blog Vida Boa de Pai.

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